Segunda-feira, Maio 10, 2004
Quinta-feira, Abril 15, 2004
Bob - ou, "porque acho que Weird Al Yankovic é um gênio"
Para quem não conhece, "Weird Al" Yankovic é um mestre das paródias musicais, tendo produzido clássicos como "Eat It" e "Fat" (baseados em músicas do Michael Jackson), "Smells Like Nirvana" e "Amish Paradise" (adivinhem), e a recente "The Saga Begins", que reconta o enredo de "Star Wars: Episódio I" ao som de "American Pie".No seu mais recente álbum, "Poodle Hat", Weird Al nos mostra mais uma vez sua genialidade. Além de "Angry White Boy Polka", que segue sua tradição de uma-polka-por-CD (o álbum Alapalooza, por exemplo, inclui "Bohemian Polka") juntando hits de bandas como White Stripes, The Strokes, The Hive, e The Vines em uma polka hilária, e de músicas como "A Complicated Song" (de Avril Lavigne) e "Couchpotato" (baseado em Eminem), o álbum exibe em sua décima faixa a música "Bob", uma homenagem a Bob Dylan (inspirada em Subterrenean Homesick Blues e outras) que é constituída exclusivamente de -- pasmem! -- palíndromos. Confiram a letra abaixo:
BOB, by Weird Al Yankovic
I, man, am regal -- a German am I
Never odd or even
If I had a hi-fi
Madam, I'm Adam
Too hot to hoot
No lemons, no melon
Too bad I hid a boot
Lisa Bonet ate no basil
Warsaw was raw
Was it a car or a cat I saw?
Rise to vote, sir
Do geese see God?
Do nine men interpret? Nine men, I nod
Rats live on no evil star
Won't lovers revolt now?
Race fast, safe car
Pa's a sap
Ma is as selfless as I am
May a moody baby doom a yam?
Ah Satan sees Natasha
No devil lived on
Lonely Tylenol
Not a banana baton
No x in Nixon
O, stone, be not so
O Geronimo, no minor ego
Naomi, I moan
A Toyota's a Toyota
A dog, a panic in a pagoda
Oh, no! Don Ho!
Nurse, I spy gypsies -- run!
Senile felines
Now I see bees I won
UFO tofu
We panic in a pew
Oozy rat in a sanitary zoo
God! A red nugget! A fat egg under a dog!
Go hang a salami, I'm a lasagna hog!
Seeeeensacional.
And there's "Gilligan" and "SpongeBob", plus there's "MacGyver", and Jay Leno has got Madonna. Hey there's Luke Perry on a special all Pig-Latin episode of "Drew Carey". Wanna turn on "E.T." 'cause I'm a gossip freak, and I gotta know who J. Lo is marryin' this week.
1000 Cartas em Branco
- Pedro "Shade" Miller, <shades_box@yahoo.com.br>
Neste jogo sensacional, os jogadores criam as cartas em preparação e durante a jogatina em si. Magic é para os sem imaginação.
>: ) A versão original foi criada por Nathan McQuillan, de Madison, Wisconsin (EUA), e as "regras" sugeridas aqui são uma adaptação da versão de Riff Conner.
Material Necessário
- de 3 a 6 humanos (mas nós já jogamos com 7 e funcionou);
- Uma caneta que não manche ou lápis escuro para cada jogador;
- Cartas em branco - muitas delas (90 para um jogo de 5 ou 6 pessoas, 60 para um de 3 ou 4). Nós usamos folhas A4 normais cortadas em 16, mas há quem use cartões de referência (index cards) cortados ao meio, que são mais resistentes (embora pautados);
- Um gravador pequeno e discreto com o qual você possa gravar as frases estapafúrdias que seus amigos dirão e mais tarde usá-las fora de contexto para chantageá-los ("Senhor Presidente, um senhor está na linha dizendo que tem uma gravação sua anunciando que vai 'Abocanhar' a 'Protuberância Majestosa' de alguém..."), e uma mesa redonda de madeira debaixo da qual você possa prendê-lo com fita adesiva.
Criando Cartas
A parte mais divertida do jogo, sem dúvida, é a criação das cartas (que ocorre tanto antes do jogo quanto durante o mesmo). Cada carta é composta de três partes:
![]() |
Título: O título da carta. Essa é a parte difícil. | ![]() |
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Figura: Uma representação do que a carta representa. Não se acanhe se você não souber desenhar tão bem quanto eu ("Rotor") -- você sempre pode improvisar com uns bonecos de palitinhos e ônibus em forma de paralelepípedo. Balõezinhos com falas funcionam bem também. O importante é perder a inibição e rabiscar qualquer coisa -- jogadores com afinco tem a tendência a melhorar consideravelmente suas habilidades cartunísticas conforme ficam mais experientes. | ||
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Efeito: Uma pontuação (que deve variar entre -1000 e +1000, tipicamente em incrementos de 100 em 100) e/ou um efeito mais complicado e/ou uma piada e/ou um versículo do Antigo Testamento. Divirta-se. |
Procure não "errar a mão" e perder a linha em uma carta, tornando-a poderosa demais. Em primeiro lugar, porque isso tira metade da graça do jogo. Em segundo lugar, porque você se arrisca a deixar os outros jogadores irritados contigo, e isso pode gerar uma avalanche de cartas "perca uma jogada" voando pra cima de você.
(Vem à mente a imagem clássica dos dois garotos brincando de bangue-bangue -- "pôu! Pôu! Te acertei!" "Não acertou não! Eu tenho uma armadura super-ultra-hiper-megalovax-sinistra que protege contra balas!" "Ah, é? Então eu tenho um favor divino. Deus! Esmaga ele!" *stomp*)
Preparação
O número de cartas no baralho deve variar de acordo com o número de pessoas jogando, o ritmo em que eles jogam, e até que horas da madrugada você pode berrar no seu apartamento sem provocar a fúria dos vizinhos. Recomendamos 60 cartas ao todo para 3 ou 4 jogadores, e 90 para 5 ou 6. (Correm boatos de verdadeiras orgias de cartas em branco com 12 jogadores, 300 cartas, e duas pessoas jogando simultaneamente a cada rodada, mas ninguém que presenciou algo assim sobreviveu para contar a história... o que me faz pensar em como será que os boatos começaram em primeiro lugar.)
Três lotes de cartas serão usados no jogo:
- Um terço das cartas serão em branco;
- Um terço serão de cartas usadas em jogos anteriores (ou em branco se você nunca jogou ("seu newbie!" "fica quieto aí, pô"));
- Um terço serão criadas agora -- é, agora mesmo! -- pelos jogadores, logo antes do jogo começar.
(Se você percebeu que não dá pra dividir um terço de 60 cartas igualmente entre três jogadores, crie uma carta de +200 pontos chamada "Nerd In The House" e comece com ela na sua frente. Parabéns! Por aqui a gente dá 6 cartas pra cada um dos três e coloca duas brancas a mais na pilha.)
Embaralhe as cartas direitinho (o que provavelmente irá requerer que você as espalhe sobre a mesa e use as duas mãos) e distribua 5 para cada um (fechadas), colocando o resto em uma pilha no centro da mesa. Deixe um espaço por perto de você para ser o "lixo", e remova todas as tesouras e objetos pontiagudos do alcance dos jogadores. (Isso é sério. Em 1964, no Alabama, um garoto perdeu a mão porque deixaram uma enxada perto do seu primo. Não cometa esse erro.)
Jogando
O jogador à esquerda do carteador começa, e depois o jogo segue em sentido horário. Cada um, na sua vez:
- Compra uma carta, se ainda houverem cartas na pilha;
- Joga uma carta, se puder; se não puder, compra mais uma e passa a vez.
Uma carta pode ser jogada na frente de um determinado jogador (incluindo você) tendo seu efeito restrito a ele, ou no centro da mesa, afetando todos os jogadores (incluindo você). Conforme o jogo prossegue, cada jogador acumula um determinado número de cartas à sua frente, sendo que estas podem ser retiradas ou terem seu efeito anulado por outras cartas com o decorrer da partida.
Cartas em branco compradas da pilha do meio podem (devem!) ser transformadas no que seu dono desejar, desde que isto seja feito enquanto os adversários estão jogando, para que não hajam atrasos ("Joga logo, Marquinhos!" "Peraí, tô terminando os limpadores de pára-brisa..."). A meu ver, se o jogador ainda estava escrevendo ou desenhando quando chegou a vez dele, ele não pode jogar aquela carta.
O jogo acaba quando não houverem cartas a serem compradas e um jogador não tiver o que jogar. Neste momento, todos os efeitos são levados em conta e os pontos de cada jogador contabilizados. O jogador que tiver mais pontos vence a partida.
Exemplo: no centro da mesa está "Abel, o Comilão", que dobra o valor de qualquer carta alimentícia, e "Jedaísmo", que anula o efeito de qualquer carta com referência a "Guerra nas Estrelas". Pedro tem na sua área "Pizza 3a-feira 2 por 1", que vale +200 pontos, "Suor de Wookie", que vale -500 pontos, e "Abrigo Anti-Atômico", que protege o dono de efeitos radioativos (mas não dá pontos). Ele tem portanto +400 pontos ao final da partida (+200 da pizza vezes 2 por causa de Abel -- "Wookies" são uma referência de G. nas E., e portanto não afetam a pontuação).
Concluindo o Jogo
Terminado o jogo, é hora de separar o joio do trigo, selecionando as melhores cartas e tirando as ruins (tipicamente 93% das minhas). Se você está jogando uma de suas primeiras partidas, escolha 30 cartas com a contribuição dos jogadores (por exemplo, 5 cartas escolhidas por cada um de 6 jogadores). Essas cartas são separadas para serem utilizadas no próximo jogo. As demais são infiéis e devem ser destruídas ou levadas a fogo brando por 35 minutos, o que vocês preferirem. Conforme forem sendo jogados mais e mais jogos, o número de cartas boas vai subir -- não se acanhe em ir separando mais cartas conforme o tempo for passando.
(Por aqui, de tanta pena que dava verem boas cartas serem, err, "postas para dormir", separamos as próximas 10 melhores em um bolo da "segunda divisão". O resto eu estou usando para preencher o estofo perdido de uma almofada.)
É claro que este conjunto de regras deixa muita coisa a ser estabelecida. Quais os limites dos poderes das cartas? Uma carta pode dar mais que mil pontos? Pode dar ordens aos jogadores? Pode tirar um deles do jogo ou concluí-lo imediatamente? Pode exigir atos físicos? Isto cabe a cada grupo decidir, o que é frequentemente divertido e interessante.
Divirtam-se! E não se esqueçam de entrar na comunidade Orkut do jogo para marcar eventos, discutir idéias de cartas e causar discórdia em geral!
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Terça-feira, Abril 13, 2004
In Reverto
....ok. Estou respondendo recados de novo. Não necessariamente os antigos, é claro, minha secretária já ficou sem espaço há muito tempo...
Aliás, decidi dar um tempo dessa coisa toda de secretária eletrônica -- tanto no celular quanto em casa. Acho que a gente já tem problema suficiente sem ter que ficar se preocupando com os que apareceram enquanto estávamos fora. >:P
O Melhor Jogo de Cartas do Mundo, em breve contando com instruções em português.
E hoje, frente a mais uma perturbação telemarketeira, lasquei a resposta "cuidado que um dia você pode atormentar um psicótico suicida e ele ir até aí e começar a atirar com uma escopeta", levemente inspirada no texto de Fight Club (mas só de leve -- a semente é minha mesmo).
Joyce, do Citibank; |
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Taís, da Telemar; |
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Josué, de Plano de Saúde (não teve forças pra identificar qual); |
Goldfinger... He's the man, the man with the midas touch!
Segunda-feira, Novembro 10, 2003
"To talk of many things:
Of shoes--and ships--and sealing-wax--
Of cabbages--and kings--
And why the sea is boiling hot--
And whether pigs have wings."
"But wait a bit," the Oysters cried,
"Before we have our chat;
For some of us are out of breath,
And all of us are fat!"
"No hurry!" said the Carpenter.
They thanked him much for that.
"A loaf of bread," the Walrus said,
"Is what we chiefly need:
Pepper and vinegar besides
Are very good indeed--
Now if you're ready, Oysters dear,
We can begin to feed."
"But not on us!" the Oysters cried,
Turning a little blue.
"After such kindness, that would be
A dismal thing to do!"
"The night is fine," the Walrus said.
"Do you admire the view?
"It was so kind of you to come!
And you are very nice!"
The Carpenter said nothing but
"Cut us another slice:
I wish you were not quite so deaf--
I've had to ask you twice!"
"It seems a shame," the Walrus said,
"To play them such a trick,
After we've brought them out so far,
And made them trot so quick!"
The Carpenter said nothing but
"The butter's spread too thick!"
"I weep for you," the Walrus said:
"I deeply sympathize."
With sobs and tears he sorted out
Those of the largest size,
Holding his pocket-handkerchief
Before his streaming eyes.
"O Oysters," said the Carpenter,
"You've had a pleasant run!
Shall we be trotting home again?'
But answer came there none--
And this was scarcely odd, because
They'd eaten every one.
It's getting so lonely inside this bed, don't know if I should lick my wounds or say woe is me instead. And there's an aching inside my head, it's telling me I'm better off alone. But after midnight morning will come(...) Turn off the light, turn off the light. And I say follow me follow me follow me, down down down down, till' you see all my dreams. Not everything in this magical world is quite what it seems.
Terça-feira, Outubro 14, 2003
Deu no Jornal do Commercio
http://www.jornaldocommercio.com.br/edicoes/031012_13/artes/artes10.htm‘ Todo Dia’ põe tecnologia na berlinda
Os aparelhos eletrônicos e a burocracia têm o poder de enlouquecer as pessoas, segundo Paula Sandroni. Pensando no absurdo da modernidade, Paula dirige “Todo Dia”, uma comédia sobre as confusões causadas pela tecnologia em cartaz no Teatro Café Cultural.
O espetáculo retrata um dia na vida de jovens moradores de Copacabana – alguns vizinhos, outros clientes, vendedores e possíveis flertes. Atriz e diretora do grupo “Os Privilegiados”, Paula Sandroni já dirige suas peças há três anos, em oficinas com o grupo Pessoal do Casarão. “Posso dizer que é a primeira vez que dirijo mais profissionalmente”, afirma.
– Escolhi alguns alunos da oficina, mais ou menos na época em que conheci o dramaturgo Pedro Rabinovitch, um engenheiro com texto ótimo – conta Paula. “Pedro se interessa muito por temas como burocracia, um dos assuntos mais caros a Kafka, por isso acho que há elementos em comum entre os dois autores. Com a presença esmagadora de aparelhos eletrônicos, como celular, e com o nível de obrigações do nosso cotidiano, as situações mais simples têm potencial para cenas de alto teor surrealista”, teoriza.
A obsessão eletrônica gera conflitos como o da personagem Daniela (Aline Oliveira), que é destratada em uma loja de celulares, onde trabalham Beto (Fabrício Belsoff), Adão (Rodrigo Pandolfo), a gerente Vilma (Juliana Zarur) e Maurício (Alfredo Tambeiro). Humilhada por não saber como colocar créditos em seu telefone móvel, Daniela é convidada para trabalhar no estabelecimento, graças à boa vontade da gerente.
– Ela aceita o convite, atraída pelo tíquete-refeição. Não estamos ridicularizando a personagem, mas mostrando como quem não está inserido nesse sistema acaba seduzido para entrar no mundo moderno – diz a diretora. “É uma comédia rasgada, que faz o público rir muito mais do que esperávamos”, confessa.
Paula também é assistente de direção da “Ópera do Malandro” e trabalha, há oito anos, como assistente de direção de Antônio Abujamra. “A vontade de dirigir foi provocada pelos projetos que realizo no momento e que já fiz. Ainda bem, porque estou gostando muito”, diz.
Serviço
“ Todo Dia”
Até 26 de outubro
Teatro Café Cultural
Rua São Clemente, 409 – Botafogo
Telefone: 2526-2666
Sábados e domingos, às 20h
Ingresso: R$ 10
(Jornal do Commercio, 12/10/03)
Sábado, Outubro 11, 2003
Estou ficando bom nisso
Mais um operador de telemarketing interrompeu meu trabalho, e mais uma vez fiz ele desligar, puto da vida comigo, sem ter que pronunciar um xingamento sequer. Dessa vez foi a Taís.Vou começar uma lista de vítimas. Preciso arrumar um carimbinho de "operador de telemarketing down". Uma pessoinha de headset com um grande X em cima. Alguém faz pra mim?
(Atualização: eu não acredito! O Daniell fez um carimbo pra mim! Valeu, cara. >: ) )
Taís, da Telemar; |
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Josué, de Plano de Saúde (não teve forças pra identificar qual); |
Teve um cara do Jornal O Globo que escapou -- eles são bem treinados, os do Globo. Eu derrubo ele da próxima.
You're indestructible! Always believe it... 'Cause you are gold!
Quinta-feira, Outubro 09, 2003
Chamem o Monk
Estão tentando me matar. Puseram veneno na minha comida ante-ontem, não sei exatamente em qual, mas me fizeram passar o dia inteiro ontem de cama. Malditos. Não sei quem são ainda, mas vou descobrir. Talvez tenha sido o Josué, o operador de telemarketing que eu fiz ficar puto e desligar. Não tenho certeza -- pode ter sido o motorista da Fiorino branca também. Se alguém tiver uma pista por favor me avisem.You know you shook me... You shook me all night long...
Sábado, Outubro 04, 2003
Dever Cívico
Outro dia, chegando na faculdade, estava eu a caminhar tranquilamente ao lado da ciclovia quando uma Fiorino vem desembestada por dentro da mesma (absolutamente fora do asfalto) zunindo pelo meu lado e zarpando pra fazer um retorno ilegal ali na frente. Isso tudo pra evitar alguns minutos no trânsito que o cara pegaria se tivesse feito a volta toda.1a reação) "FILHODAPUTA! Que babaca, quase pegou a senhora com os cachorros ali na frente!!"
2a reação) "Puxa, será que o cara tá numa emergência bizarra? Será que tem alguém passando mal ali, e tão correndo pro hospital ou algo assim?"
Fico olhando a Fiorino, que fez o retorno, passar por mim novamente (desta vez pela avenida). Dois caras sentados dentro, rindo amarradões, felizes da vida.
3a reação) "FILHODAPUTA! Que babaca, quase atropelou alguém e ainda fica rindo."
4a reação) Decorei e anotei a placa...
5a reação) ...catei um guarda e CAGUETEI o filho da mãe.
Caguetei mesmo! É isso aí! Amarradão. Sacanagem isso, pô, podia ter machucado alguém. Tava vindo rápido demais, e tinha um aclive na ciclovia...
Bem. Dever cívico cumprido, toquei o dia um pouco mais puto por ter presenciado aquilo, mas um pouco mais satisfeito de ter (espero!) ajudado a puní-lo.
And if we don't take a chance in a spare sideways glance, these are all the chains I wanted to justify the things I do
Quinta-feira, Outubro 02, 2003
Em Breve, Em Cartaz!
Está chegando o dia! A peça "Todo Dia", que escrevi um dia (não em um dia, mas um dia escrevi -- bem, tem uma cena que não escrevi dia nenhum, é do Gilberto Behar, irmão amigo e bom camarada) vai estrear no 4o dia deste mês. Primeiro vai ser só esquema família-e-amigos-chegados, mas a partir de 11 de Outubro (gente, véspera de Dia das Crianças! Venham comemorar) estará aberto para o público. Todo Sábado e Domingo às 8 da noite no Café Cultural, ali na São Clemente, pertinho do Largo dos Leões (na esquina da Conde de Irajá).Come one, come all! O ingresso para a peça, que retrata os problemas e a maravilha das comunicações modernas, custa só míseros dez reais (50% de desconto com carteira de estudante!) e foi dirigida pela Paula Sandroni, dos Fodidos Privilegiados (grupo do Abujamra, para quem não conhece). É mais barato que cinema, convenhamos, e aí todo mundo já tá lá pertinho da Cobal de Botafogo e da Casa da Matriz, no centro de toda a ação.
Mas corram que só vai estar em cartaz durante este mês. Quem não vier, perdeu-playboy.
Abraços pra todos e beijos pra todas, e aguardo vocês lá!
Em tempo: não, não rola convite. Compreendam, eu estou produzindo a peça, a grana saiu direto do meu bolso... Por isso por favor caprichem no boca-a-boca, e no intervalo pra respirar façam propaganda da peça.
All the poets, they studied rules of verse, and the ladies rolled their eyes! (...) Some people like to go out dancing -- there's these other people like us, they go to Velvet Underground concerts.
Quarta-feira, Setembro 10, 2003
And it came and went
...as they all do -- except perhaps for the last one.Agora que sou um homem mais sábio e experiente (engraçado como a gente envelhece rápido de um dia pro próximo, e fica tanto tempo sem mudar nada...), queria agradecer a presença de vocês que me ajudaram a celebrar as minhas 5 noites de aniversário. Valeu!
Um grande abraço pra todos.
Everything... Everything... Everything... In it's right place...
Sábado, Setembro 06, 2003
Ele não faz mais essas coisas
Hoje parei de assistir O Indomável ("Nobody's Fool", com Paul Newman, Melanie Griffith e Jessica Tandy -- muito bom, por sinal) para atender o telefone.-- Alô?
"Olá," vem a voz feminina, sotaque paulista evidente, do outro lado da linha. "Com licença, eu estou com o grupo BlarghFlargh, estamos fazendo uma pesquisa de mercado..."
-- Sei.
"O senhor ou alguém de sua residência comprou algum carro 0km recentemente?"
-- Sim, meu pai comprou, uns 3 anos atrás, antes de ir pra cadeia.
"Ah, sei. E o carro era de fábrica?"
-- É, era uma pickup... Ele fez umas modificações, colocou umas coisas no pára-choque. Sabe como é.
"Compreendo. E vocês ainda possuem o veículo?"
-- Não, né, ficou com a polícia, depois do que aconteceu. Acho que eles iam leiloar, ou algo assim.
"Vocês pretendem adquirir um novo carro 0km no futuro próximo?"
-- Talvez. Depende. Eu tenho pensado em seguir os passos dele, sabe?
"Como assim?"
-- É, sabe. Ele me contou, da última vez que fui lá visitar ele no asilo psiquiátrico, que o que incomodava ele mais era a falta de noção das pessoas.
"Sei... Olha --"
-- Não, tipo, o fato de que ele ficava recebendo ligações em casa no sábado, quando ele estava ocupado ou tentando descansar. Diz que a última gota foi uma ligação dessas, algum tipo de pesquisa de opinião ou telemarketing ou algo assim. Sabe do que eu estou falando?
"É, mas veja bem --"
-- E se quer saber, eu também estou começando a me irritar muito com esse tipo de coisa. Estou pensando em comprar uma pick-up pra mim também, e começar a dirigir... Você não está no Rio, está?
"Não, em São Paulo, mas --"
-- Em que bairro?
"Err, Interlagos."
-- Então. Se um dia eu for começar a atropelar pessoas na rua aleatoriamente, pode ter certeza de que eu vou começar por Interlagos. Porque assim pelo menos eu aumento a probabilidade de pegar uma pessoa que gosta de se intrometer na vida dos outros. Você não acha?
"..." Silêncio.
Fun, fun, fun 'til her daddy takes her T-Bird away...
Sexta-feira, Setembro 05, 2003
Malucos lá fora, malucos aqui dentro
Vocês tão doidos.Detesto gente aproveitadora com todas as minhas forças. Ontem, voltando da Barra, o diabo do túnel pra São Conrado tava fechado. Toca pegar o Joá. Na chegada do outro lado, depois daquele trânsito desgraçado que tomou uns preciosos 20, 25 minutos de vida, eu só pensando na quantidade de coisas que ainda tenho que pesquisar e escrever pra tese, uns pélas começam a vir varados pela contramão da via dupla, ultrapassando todo mundo que tava lá esperando em fila pra fazer o retorno, piscando seta e tentando se enfiar na cáfila de carros. RAIVA! ÓDIO! Ainda vou causar um acidente ou levar um tiro por causa de uma porra dessas, e se quer saber, vai ter valido a pena. Fiquei buzinando que nem um corno, andando coladinho no cara da frente, piscando farol. Pelo menos ninguém entrou na minha frente -- só na do pateta que me precedia na estrutura. Sacanagem. E o pior era ver que tava CHEIO de policiais ali no retorno, mas eles não reagiam, não faziam nada! Ainda gritei pra eles, mas é óbvio que não adiantou.
Eu fico pensando na minha reação se eu estivesse vindo no sentido contrário, a caminho do Joá, e um corno desses descesse na contramão a toda e me porrasse de frente. É por isso que eu não ando armado. Não acredito em violência não, mas se eu esquecer disso, alguém vai preso ou pro necrotério (provavelmente eu).
E no meio tempo, esses outros pélas ficam marcando celebrações. 1, 2, 3, QUATRO DELAS! Doentes. Caceta. Vai dormir cedo, pô, que quem tem que trabalhar cedo de manhã sou EU. Já vi tudo -- vocês vão encher a cara, se divertir pra burro, e eu só vou acordar na 3a.
O que me lembra: Quem foi o retardado que botou aquele treco dançando ali em cima?! Dá pra tirar essa pitomba?!
Shouting: lager, lager, lager, shouting: lager, lager, lager!
Quarta-feira, Setembro 03, 2003
Em breve, o mundo será de Zim...!
O melhor desenho do momento. Essa parada é foda.
I'm gonna sing the Doom Song now. Tum-dum-dum-dum-de-dum...
Celebration
Bom, está chegando nosso 27o aniversário (agora faço como os japoneses -- não penso em quantos anos se passaram, penso em que ano estou começando), e como já foi noticiado, não daremos festa. No entanto, cada um vai estar celebrando em um lugar, portanto fiquem atentos à agenda e escolham com quem (ou quais) vocês querem se divertir e comemorar:Sexta-feira: Ford e Shade no Ballroom, pra assistir o show do Glamourama;
Sábado: Loureiro acha que vai estar na Casa Rosa, mas ele ainda não confirmou;
Domingo: (a festa principal) Loureiro, Shade e até o Ford estarão no Baixo Gávea (no Hipódromo) a partir das 20h (cedo mesmo que é pra pegar mesa);
Segunda-feira: Ford provavelmente estará na Matriz, mas ainda não confirmou também.
Acho que o Lonnie não vai comemorar. O Jameson, quando perguntei o que ele ia fazer, me olhou com cara de puto.
Never again, is what you swore, the time before...
Terça-feira, Setembro 02, 2003
As Formigas, Essas Guerreiras
Formigas são criaturas interessantes com quem mantenho uma relação de amor e ódio. Você sabia...?- Que existem mais de 11.000 espécies conhecidas de formigas no mundo? As estimativas, incluindo espécies desconhecidas, elevam o número em ordens de grandeza...
- Que formigas podem ser encontradas em praticamente todo lugar do planeta (com a exceção dos pólos e de um ou dois desertos mais quentes)? Existe um tipo de formiga específico do Congresso dos Estados Unidos...
- Que existe um formigueiro na Jamaica com um número estimado de mais de 650.000 indivíduos?
- Que as formigas acham que podem usar o meu quarto como passagem entre o banheiro e a cozinha?
- Que além dos humanos desumanos, as formigas são uma das pouquíssimas espécies que escravizam formigas de outras espécies?
- E que, dado seu grande número e enorme poder e organização, o único motivo pelo qual essas criaturas ainda não tomaram o planeta é o fato delas guerrearem umas contra as outras?
Impressionante, não? Existem sistemas de resolução de problemas desenvolvidos com base no comportamento desses insetos — são muito interessantes.
Adoro formigas. E odeio formigas.
As malditas criaturas são incansáveis. Mirmecologia que se dane, eu vou acabar com essa praga aqui em casa, que está quase (quase!) me perturbando tanto quanto spam (que por sinal, me perturba mesmo quando não vem pra mim -- hoje mesmo alguém apagou uma mensagem minha junto com um lote de spam. Claro, reenviar não é problema nenhum, imagine -- mas pense no que aconteceria se ela não tivesse percebido o erro? Quantas mensagens legítimas você já apagou na sua vida por causa dos malditos spammers? Telemarketeiros virtuais! Aargh! ...sigh. Calma, calma, vamos voltar para o assunto em pauta). A gente estava tendo uma convivência mais ou menos pacífica -- elas não chegavam nas coisas que eu separava em áreas "neutras", e elas se mantinham em suas idas e vindas sem me afetar.
Ante-ontem, no entanto, elas romperam o tratado. Encontraram um copo que havia esquecido na minha mesa, e o resultado foi uma nova rota de ácido fórmico que fez com que trocentas formigas decidissem se reunir embaixo da minha secretária eletrônica. Quando descobri ontem à noite que elas estavam se reunindo em segredo para me sabotar, acusei-as de formação de quadrilha, conspiração contra o governo vigente, e de estarem mantendo laboratórios de armas químicas clandestinos.
Nem esperei o aval da Onu. Fui no banheiro, catei o produto químico mais forte que tivesse por lá em formato aerosol -- no caso, um perfume que quase não usei, porque tem a tendência a alertar as pessoas no meu destino final de que estou chegando (mesmo antes deu pegar o avião aqui no Rio) -- e baixei o ataque químico nas himenópteras. Tschh! Tschhh!! Tssccchhhhhhhhhh!!! Elas começaram a rodopiar que nem umas doidas, aquele som de sirene rolando no fundo, "AOOOOO-GAAH... AOOOOO-GAAH.... Atenção. Isto não é um teste. Todas as formigas que não detenham status de batalha devem abandonar esta rota. AOOO-GAAHHH... Atenção. Isto não é um teste", as maiores olhando em volta pra encontrar um inimigo em quem juntar, as menores cheirando desesperadas, procurando a trilha de aroma que as levaria de volta pra casa -- e lá vou eu e TSCHHH, lá se vai a trilha de volta!
Alguns segundos depois, a imagem era de desolação. Algumas formigas mortas em poças de ativos aromáticos, outras se arrastando e perambulando "cegas" pelo cheiro, as demais tentando entender o que aconteceu ali e retornando ao ninho com notícias da destruição em massa que haviam presenciado.
Não era uma visão bonita -- mas foi o que elas pediram, com seu comportamento abusivo e traiçoeiro.
Ah, se apenas os spammers e operadores de telemarketing tentassem passar do meu banheiro pra cozinha...
Você mora na Barata Ribeiro, num edifício que tem um buraco perto do chuveiro...
Segunda-feira, Setembro 01, 2003
Newsflashes for the Unitiated
Tempo de notícias, depois de tempo de silêncio. Enquanto lêem, por favor ouçam (ou finjam que o fazem) Timbuk 3:Come hell or high water
A soul's got to find some release
Some find it in power
And some in heavenly peace
Some look to the preacher
As he speaks from his holy perch
Me, I back Rev. Jack & his Roamin Cadillac Church
Ante-ontem rolou a Festa do Friendster na Nautillus, uma produção Neurose!. O pessoal está de parabéns pela organização, ficou bem legal. E eu, colocando som de 00:20 às 3:00, meti uma cadeia de Rock/Pop dos anos 80 sem trégua (ou quase), que contou com participações über-especiais de Information Society, New Order, A-Ha, Red Flag, Dead or Alive e algumas surpresas como a versão a capella de Just Like Heaven dos Tufts Amalgamates, a música de abertura de Double Dragon (sim, do Nintendo mesmo!) e minha nova favorita, "Soy Tan Sexy" -- Right Said Fred em espanhol é o que há (thanks Nix!). Agradecimentos devo ao Ivan, da equipe Lanches, que me deu um apoio valioso na cabine. Valeu, brother!
So if you're stuck at the station
On the road to the Glory on High
If you need some inspiration
He's got more than your money can buy
If you're lookin for salvation
Well my friend it's the end of your search
Here comes Rev. Jack & his Roamin Cadillac Church
Ontem fui a um ensaio + reunião de produção do pessoal que está montando uma peça que escrevi. Aguardem -- estréia dia 4 de Outubro no Café Cultural, curta temporada. Mais notícias quando estivermos mais pertos da data. Pra quem está curioso, a peça é de humor (surpresos? >;) ) e retrata a comunicação atual entre as pessoas (ou a ausência da mesma). Podem esperar muitos celulares, telefones e secretárias eletrônicas. Os ICQs e blogs eu deixei pra lidar na próxima.
Ain't no use watchin the road, son
When you ride in his automobile
Cause we're all back seat drivers,
& there's nobody at the wheel
Nobody at the wheel indeed. Quem acreditaria que eu estaria dando aula em faculdade?! (meia-dúzia de pessoas levantam a mão lá no fundo) Ora, fiquem quietos. Pff. Odeio gente que me conhece direito.
Now for the well-to-do doctor
There's a home & a summer retreat
And for the jet-settin banker
There's a place in the social elite
But for the poor & the hungry
All the lost souls left in the lurch
There's just Rev. Jack & his Roamin Cadillac Church
...também tem o Baixo Gávea, é claro. Onde estarei, por sinal, no Domingo, dia 7 de Setembro -- celebrando a meia-noite que trará a véspera meu aniversário. Na noite seguinte tem Maldita, duas noites antes Glamourama no Ballroom, e no Sábado só o tempo dirá.
Não, não darei festa em Setembro. Lamentável, sim, mas um efeito da realidade -- ainda estou tentando me ajustar a essa coisa de "quando a gente fecha os olhos o mundo continua lá". A chave da questão é que não estou podendo marcar coisas com muita antecedência, e dar festa exige isso. Mas existe um boato de que talvez eu dê outra festa de pré-Natal...
Things are going great and they're only getting better. (...) The future's so bright, I got to wear shades!
Segunda-feira, Agosto 11, 2003
Finalmente, a Autora Revelada
Aleluia. Finalmente tirei o tempo (3 min?) pra descobrir de onde veio o texto abaixo (que NÃO é de Shakespeare, como já suspeitava, mwahawhawhaw):"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais você se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distancias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vemos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, e nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que se pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. Você aprende que realmente pode suportar porque realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar..."
Todo mundo já cansou de receber o acima por email, né? Pois bem. Saquem só o poema abaixo:
After a while you learn
the subtle difference between
holding a hand and chaining a soul
and you learn
that love doesn't mean leaning
and company doesn't always mean security.
And you begin to learn
that kisses aren't contracts
and presents aren't promises
and you begin to accept your defeats
with your head up and your eyes ahead
with the grace of woman, not the grief of a child
and you learn
to build all your roads on today
because tomorrow's ground is
too uncertain for plans
and futures have a way of falling down
in mid-flight.
After a while you learn
that even sunshine burns
if you get too much
so you plant your own garden
and decorate your own soul
instead of waiting for someone
to bring you flowers.
And you learn that you really can endure
you really are strong
you really do have worth
and you learn
and you learn
with every goodbye, you learn...
-- Veronica Shoffstall
Esse é um poema de Veronica Shoffstall ("After a While", ou "Depois de um Tempo"), de 1971. Também conhecido por "Comes the Dawn" em um ou outro lugar. De qualquer forma, não é do Bardo...
Afe! Valeu.
Hoje tem Maldita de aniversário do Ivan. Rocks vão rolar... Prometo agitar a galera na Pista 2, vocês não perdem por esperar.
Another thing I grew to hate, but now that's over... Why? Why do you always kick me while I'm high?
Sábado, Julho 05, 2003
Despair, Fear and Laughing
Ah, estou começando a entender porque eu sempre acabo me enredando em milhões de coisas. Acho que é como uma espécie de esporte radical para nerds.REPÓRTER: "E hoje à noite, veremos o Audacioso Shade tentar um salto mortal tripo com quatro carreiras. Estamos aguardando ansiosamente enquanto os técnicos preparam a arena. Os auditores do Guiness já estão presentes inspecionando as instalações, e a fila para pegar os melhores lugares já se estende por três quarteirões... Os primeiros já estão acampando do lado de fora há 2 dias para garantir sua entrada. Vamos conversar com um deles. Meu jovem, você pode nos dizer o que é que lhe atrai tanto a este lugar?"
GAROTO: "Pô, aí, sei lá aí."
REPÓRTER: "Entendo. E você minha, cara?"
GAROTA: "Ah, acho que é tipo uma curiosidade mórbida, sabe, tipo..."
GAROTO: "Aí, a gente quer ver o cara se estrepar, aí! Haaheheheheahah"
GAROTA: "É, no fundo é isso mesmo."
REPÓRTER: "Muito bem. A organização do evento pediu para aproveitar a oportunidade para lembrar que esta não é uma prática segura e não deve ser tentada em casa, e que não aceitará video-tapes caseiros..."
O 2o momento em que rio mais é quando estou desesperado. E que diabos, eu gosto de rir. Bem -- de volta ao trabalho.

